Câmara aprova PL que torna crime exigência de cheque caução para atendimento emergencial

07/05/2012

A Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (02/05 ), o Projeto de Lei 3331/2012 que torna crime a  exigência de cheque caução, nota promissória ou mesmo o preenchimento de formulários administrativos como condição para o atendimento médico-hospitalar emergencial em instituição privada.  A proposta segue agora para votação no Senado.

 

O projeto, elaborado pelos ministérios da Saúde e da Justiça, também aumenta a pena para instituições e profissionais que condicionarem o atendimento médico emergencial a qualquer tipo de garantia financeira. A pena definida pelo projeto é de detenção de três meses a um ano e multa. O PL também torna obrigatória a divulgação, por meio de cartazes fixados  na própria instituição, alertando para a nova regra. “Essa medida reforça o conhecimento da população sobre seus direitos na hora de um atendimento emergencial”,  declarou o ministro da Justiça, Alexandre Padilha, que afirma ainda que o próximo passo será avançar para a regulação do atendimento dos serviços de urgência e emergência dos hospitais privados.

 

Fonte: Agência Saúde/MS

Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial

 

03/05/2012

O dia 26 de abril é o dia Nacional de Prevenção e Combate a Hipertensão Arterial (HA), a doença que é chamada de “assassina silenciosa”. Este codinome decorre do fato que a Hipertensão Arterial, apesar de não ocasionar qualquer sintoma (exceto nas chamadas crise hipertensivas), é causa frequente de sérias doenças cardiovasculares como o infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca, além de eventos cerebrovasculares como o acidente vascular cerebral (derrame cerebral). Além disso, é sabido que no Brasil a causa mais comum de entrada de pacientes em diálise é a nefroesclerose hipertensiva, isto é, a atrofia renal causada pela hipertensão arterial. Como a HA é uma doença assintomática, como rastrear a população sob risco, isto é, quem pode ter hipertensão arterial e não sabe?

 

 

 

Pessoas que tenham parentes hipertensos, são sedentários, estão acima do peso, abusam do sal ou são da etnia negra são possíveis candidatos a apresentar hipertensão arterial.

 

A detecção é muito simples. Basta aferir sua pressão arterial com um aparelho calibrado, num ambiente silencioso, estando a pelo menos 10 minutos em repouso. O diagnóstico é feito quando a pressão arterial for maior que 140 por 90mmHg. Não basta uma medida alterada para fazer o diagnóstico. São necessárias pelo menos três medidas em duas ocasiões diferentes para a confirmação do diagnóstico.

 

Se você for diagnosticado como hipertenso não há motivo para alarme. A hipertensão pode ser controlada com modificações do estilo de vida como o abandono do sedentarismo, redução do peso e do sal além da restrição de bebidas alcoólicas.

 

Se houver necessidade de medicamentos, seu médico pode lhe prescrever o melhor remédio para o seu caso. Ele vai levar em consideração a sua idade, suas doenças associadas, sua intolerância a alguma droga ou alergias, e seu estilo de vida.

Além disso, seu médico irá solicitar alguns exames importantes para a detecção de outros fatores de risco para eventos cardiovasculares como a dosagem de colesterol, triglicérides e glicemia. O exame de urina, a creatinina sérica e o eletrocardiograma são também importantes para detecção de doença renal ou alteração cardíaca.

Portanto, a dica é: previna-se! Procure aferir sua pressão arterial no mínimo anualmente. Seja 12 por 8.

 


 
Por Dra. Rúbia Marina V. Rettori dos Santos, Diretora Científica da AMS, baseado nas VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial

 

Saiba como prevenir a Doença Renal Crônica (DRC)

O DIA MUNDIAL DO RIM é comemorado na segunda quinta feira do mês de março. Este ano tal comemoração ocorreu no dia 8 de março. Há 7 anos foi criado este dia com o objetivo de alertar a população sobre os riscos da Doença Renal Crônica (DRC). Atualmente, a DRC é considerada um problema de saúde pública mundial, sendo que em todo mundo mais de um milhão de pessoas estão em tratamento dialítico e outros tantos milhões apresentam algum grau de perda renal. Estima-se que no Brasil 10 milhões de indivíduos tenham algum grau de DRC. Em seus estágios avançados, a DRC está relacionada à aumento de internações hospitalares, mortalidade cardiovascular, grande impacto na qualidade de vida e elevados custos para a saúde pública. Mesmo em estágios iniciais, como o estágio II (filtração glomerular ou na prática clínica clearance de creatinina entre 60 e 90ml/mim) a chance de morte por doença cardiovascular é 46% maior que no paciente sem doença renal. Já no estágio III (clearance entre 30 a 59 ml/mim) a chance é 136% maior.

 

 

Os principais fatores de risco para a DRC são a hipertensão arterial, o diabetes melittus, sobrepeso, tabagismo, idade acima de 50 anos, histórico de DRC na família e o próprio passado de patologia renal. A identificação da DRC é simples e deve ser feita utilizando a dosagem de creatinina no sangue e pesquisa de proteína.

A DRC severa isto é, na fase V (filtração glomerular menor que 15ml/mim) é tratada com métodos dialíticos ou transplante renal. De acordo com o último Censo da Sociedade Brasileira de Nefrologia existem 90 mil brasileiros em hemodiálise, com um custo anual de 2 bilhões de reais. O transplante renal está associado a menores taxas de mortalidade a longo prazo e melhor qualidade de vida e menores custos para a saúde pública. O Brasil tem o maior programa público de transplante renal do mundo sendo que em 2010 foram realizados 4657 transplantes de rim no Brasil.

A prevenção da DRC é feita inicialmente através do conhecimento do seu grau de função renal, da detecção e controle da hipertensão arterial e Diabetes, a manutenção do peso ideal através de uma dieta saudável e a prática de exercícios físicos, uma adequada ingesta de água (30ml/kg), o cuidado com o uso abusivo de medicamentos por conta própria sobretudo os antiinflamatórios, abandono do tabagismo. Estas são as 8 regras de ouro para a prevenção da DRC.

 

Por: Dra. Rúbia Marina V. Rettori dos Santos, Diretora Científica da AMS, baseado na campanha Previna-se da Sociedade Brasileira de Nefrologia.

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