MOVIMENTO MÉDICO


Comissão divulga valores de consulta propostos pelas empresas

15/10/2011

Comissão Estadual de Mobilização Médica para a Saúde Suplementar divulga listagem preliminar e negociações continuam em andamento

Em razão da grave defasagem dos honorários médicos, que vem se intensificando nos últimos anos e já causa repercussão significativa na assistência aos pacientes, dezenas de empresas foram contatadas este ano pela Comissão Estadual de Mobilização Médica para a Saúde Suplementar – formada pela APM, Conselho Regional de Medicina, Sindicatos dos Médicos e Sociedades de Especialidade. A maioria delas tem feito propostas consideradas positivas, com reajuste médio acima de 40% nas consultas. Em alguns casos, a atualização de valores ultrapassou 100%.

Assim, a Comissão torna públicos os valores de consulta propostos por essas empresas, lembrando que a pauta de reivindicações do movimento paulista inclui consulta a R$ 80,00, valores de procedimentos atualizados de acordo com a CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos) e regularização dos contratos mediante a inserção de cláusula de reajuste anual.

Ainda é uma listagem preliminar, pois as negociações continuam em andamento. Vale ressaltar também que as empresas que abriram diálogo com a Comissão estão aceitando a revisão anual dos contratos e também propondo reajustes nos valores dos procedimentos. Obtivemos avanços muito significativos até aqui, mas nos manteremos firmes na mobilização até o cumprimento pleno de nosso pleito.

É muito importante que os médicos confiram se os novos valores estão sendo praticados pelas empresas no prazo previsto e informem a Defesa Profissional da APM caso haja inconsistências. Contatos: 0800-17-3313 / (11) 3188-4207 / O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. . Os profissionais também devem enviar à Comissão os contatos de responsáveis nos hospitais que possam reforçar o movimento de paralisações por especialidades.

EMPRESA

PROPOSTA VALOR DE CONSULTA*

Abet

 

R$ 50 em julho

R$ 60 em dezembro

 

 

Amil

 

 

R$ 45 em junho

R$ 48 em agosto

R$ 51 em outubro

R$ 55 em dezembro

R$ 60 em março

Assefaz

R$ 50 em agosto

Bradesco

R$ 56 em setembro¹

Caixa econômica Federal

R$50 em julho

Care Plus

R$54² em agosto

Cassi

 

R$ 50 em julho

R$ 60 em dezembro

Cesp

R$ 53 em setembro

CET

R$ 50 em setembro

Cetesb

R$ 50 em agosto

Embratel

 

R$ 50 em agosto

R$ 60 em dezembro

Fundação Saúde Itaú

R$ 52 em agosto

Gama Saúde

 

R$ 54 em agosto

R$ 60 em janeiro

Marítima Essencial, Exclusivo enfermaria, Exclusivo apartamento, Ideal enfermaria, Ideal apartamento, Básico enfermaria, Básico apartamento e Básico especial

 

 

R$ 50 a partir de 18 de outubro

Marítima Pleno I e II, Sênior I e II, Master I e Executivo I

R$ 54 a partir de 18 de outubro

Metrus

 

R$ 50 já pratica

R$ 60 em janeiro

MPU Plan. Assist.

R$ 50 em agosto

Petrobras

R$ 80 desde janeiro

Porto Seguro

R$ 56 em outubro?

Prodesp

R$ 50 em agosto

Sabesprev

 

R$ 50 em maio

R$ 60 em 2012

Sul América

 

R$ 52 em agosto

R$ 54 em janeiro ?

Vale

 

R$ 50 em setembro

R$ 60 em dezembro

1: Sem proposta oficial2: Consultórios isolados e clínicas especializadas3: Índice igual ao da Amil4: Prata, Ouro e Diamante5: Sem documento

*Negociações até 21/09/2011

Fonte: Cremesp

NA BAIXADA SANTISTA, MÉDICOS DO SUS DECIDEM NÃO PARAR NO DIA 25

14/10/11

A intenção é promover um ato em São Paulo com manifestações e protestos

Os médicos da Baixada Santista que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) decidiram não cruzar os braços em 25 de outubro. Assim, a greve cogitada para a rede pública está descartada. Os profissionais de medicina decidiram criar um movimento pró-SUS com a participação de entidades, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e sindicatos de trabalhadores de diversos setores.


“Não vamos parar nada, pois queremos que a sociedade apoie a causa do SUS, não que se volte contra ele. Precisamos de dinheiro e investimentos”, esclarece o presidente do Sindicato dos Médicos de Santos e Região, Álvaro Norberto. A intenção é promover um ato em São Paulo no próximo dia 25, com manifestações e protestos na Câmara dos Vereadores da Capital ou na Assembleia Legislativa. “Fecharemos o cronograma na próxima segunda, às 20h, em São Paulo. O profissional do SUS merece ser valorizado e o usuário não pode ser penalizado. Um médico ganha R$ 1,5 mil quando entra no sistema. Chega disso”, finalizou Norberto.
Fonte: Jornal A Tribuna, editado por Ridete Pozzetti – FireFish Agência Web

MÉDICOS DO SUS: MOBILIZAÇÃO OCORRE EM 25 DE OUTUBRO

14/10/11

Em alguns estados, já existe indicativo de suspensão de atendimentos eletivos durante 24 horas

Os problemas que afetam o Sistema Único de Saúde (SUS) ganham repercussão crescente no noticiário. A deflagração de movimentos reivindicatórios em diferentes cidades por melhorias das condições de trabalho emergem como sintomas de descontentamento e revelam um quadro emergencial e um estado de alerta. O clima de insatisfação é grande. Em alguns estados – como Minas Gerais, Pará e Pernambuco – há, inclusive, indicativo de suspensão dos atendimentos – por 24 horas - na data do protesto, 25 de outubro.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) e os 27 conselhos regionais (CRMs) se uniram para traçar estratégias para a proteção do sistema que emprega aproximadamente 60% dos 347 mil médicos (segundo dados do IBGE e Ministério da Saúde levantados pela Comissão Nacional Pró-SUS) e do qual dependem 145 milhões de brasileiros – 76,1% da população (segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar). O grau de dependência do SUS pode ultrapassar 90% em alguns estados. Esta é a situação encontrada no Acre, Roraima, Pará, Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia, Paraíba e Alagoas.

Em outubro, mês em que se comemora o Dia do Médico e o aniversário de 23 anos do Sistema Único de Saúde, entidades médicas de todo o país proporão às autoridades públicas e à sociedade brasileira uma reflexão sobre as atuais condições de funcionamento do Sistema. Isso se dará ao longo do mês de outubro e, especialmente, no dia 25 – Dia de Mobilização dos Médicos do SUS. Também será véspera da 14ª Conferência Nacional de Saúde, prevista para acontecer entre 14 e 18 de novembro, em Brasília, quando milhares de representantes da sociedade discutirão propostas para o setor.


“Com a mobilização queremos chamar a atenção das autoridades para a necessidade de mais recursos para a saúde, melhor remuneração para os profissionais e melhor assistência à população”, afirma o presidente da Comissão Pró-SUS do CFM e 2º vice-presidente da instituição, Aloísio Tibiriçá Miranda. “É importante que os médicos se envolvam neste movimento; buscamos segurança para o exercício da profissão: recursos, estrutura de trabalho. Precisamos deixar bem claro aos cidadãos que mais uma vez tomamos a defesa do Sistema Único de Saúde. São necessárias mudanças importantes para qualificá-lo. É fundamental ter mais verbas para o setor, remuneração digna para os recursos humanos, entre os quais os médicos, e condições adequadas a uma assistência digna para os pacientes. No dia 25, portanto, faremos uma grande corrente em todo o Brasil não somente para apontar os problemas da rede pública, mas para contribuir com propostas de soluções”, acrescenta o presidente eleito da Associação Médica Brasileira (AMB), Florentino Cardoso.

"É uma situação caótica e complexa, por isso estamos fazendo essa mobilização de alerta às autoridades e de informação à população, para que o Congresso Nacional, a presidente da República, o ministro da Saúde, os governadores, prefeitos e secretários estaduais e municipais tenham consciência de que é preciso melhorar a saúde pública e os médicos são parceiros relevantes nesse contexto", ressalta o presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Cid Carvalhaes.

Representantes de diferentes unidades da federação acordaram em reunião ampliada da Comissão Pró-SUS do CFM, realizada em Brasília em 27 de setembro, que as entidades médicas estaduais e municipais definirão nas próximas semanas quais as melhores maneiras de promover localmente a mobilização – paralisações, atos públicos, passeatas e audiências com autoridades estão entre as possibilidades. Detalhes da programação de cada estado poderão ser encontrados no site do CFM (cfm.org.br) durante o mês de outubro.

Médicos da região de Santos (Foto:Osmar Bustos)

De qualquer modo, a Coordenação Nacional do movimento – que conta com representantes do Conselho Federal de Medicina (CFM), da Associação Médica Brasileira (AMB) e da Federação Nacional dos Médicos (Fenam) – ressalta que todo esforço tem sido tomado para não causar transtornos aos cidadãos.

Apenas os atendimentos eletivos (consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos agendados) serão suspensos, nos estados que optarem pela interrupção do atendimento a planos. O protesto não atingirá os setores de urgência e emergência dos prontos-socorros, hospitais e ambulatórios.

O CFM já orientou aos CRMs que alertem aos gestores públicos de saúde (secretários e diretores técnicos e clínicos) sobre a mobilização para que se evitem agendamentos para o dia 25 de outubro e se garanta uma nova data em caso de suspensão de atividades.

Apoio – A Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) encaminhou em 29 de setembro circular aos responsáveis pelas instituições filiadas para comunicar apoio à mobilização. A posição foi aprovada em Assembleia Geral do Conselho de Administração da CMB. “Peço [...] apoio necessário ao movimento, considerando as particularidades de sua região, para que sejam alcançadas repercussão positiva nas negociações e na qualidade de atendimento no SUS”, diz no documento o presidente da CMB, José Reinaldo Nogueira de Oliveira Junior.

Paralisação – Os representantes dos médicos votaram pela paralisação. O Dia Nacional de Paralisação, em 25 de outubro, será precedido de mobilizações organizadas pelos estados e culminará com a presença das lideranças em Brasília para mobilizações no Congresso e no Ministério da Saúde, no dia 26. Os itens da pauta nacional são: melhor remuneração no SUS, Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV), condições adequadas de trabalho, assistência de qualidade para a população, financiamento maior e permanente para o SUS e qualificação da gestão pública. Os estados, por sua vez, poderão agregar lutas locais às suas pautas, de acordo com as especificidades regionais.

Educação Médica – A Comissão Nacional Pró-SUS está empreendendo, em trabalho conjunto com a Comissão de Ensino Médico do CFM (coordenada pelo 1º vice-presidente Carlos Vital), um estudo sobre demografia médica no Brasil. O objetivo é trazer mais consistência às discussões sobre a necessidade de médicos no país para uma assistência adequada.

O governo propõe a criação de 2.500 vagas por ano para suprir a alegada falta de médicos. No entanto, dados preliminares do estudo do CFM apontam que o método do governo, de comparar o número de médicos por mil habitantes no Brasil (1,9) com outros países não é suficiente por se tratarem de sistemas de saúde diferenciados que imprimem características próprias ao trabalho médico nesses diferentes contextos.

O estudo, ainda em desenvolvimento, pretende superar ainda a divisão de médicos por mil habitantes que considera apenas as informações de registro dos profissionais junto aos conselhos regionais. A ideia é agregar outras informações e particularidades brasileiras, como número de especialistas, multiplicidade de vínculos, postos de trabalho e outras bases de dados como as produzidas por: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), Pesquisa de Assistência Médico-Sanitária (AMS), Ministério da Saúde, Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) etc.

Fonte: Conselho Federal de Medicina, editado por Ridete Pozzetti – FireFish Agência Web

BANHA QUER ACESSO AOS DADOS DE PLANOS DE SAÚDE

13/10/11

Parlamentar pediu oficialmente nome e endereço de todas as seguradoras que operam na cidade

Lista dos títulos e endereços de empresas que atuam como seguradoras de saúde em Santos foi solicitada pelo vereador Antonio Carlos Banha Joaquim na Câmara de Santos. O documento, entregue à Mesa Diretora do Legislativo, tem forma de requerimento e é dirigido à Secretaria da Fazenda do município.

O objetivo, de acordo com o parlamentar, é ter acesso à informação no intuito de auxiliar no processo que tramita na 22ª Promotoria do Consumidor da Comarca de Santos.

Na representação entregue ao Ministério Público, Banha afirma que a paralisação dos médicos conveniados aos planos de saúde em Santos é apenas a ‘ponta do iceberg’ e que os problemas que envolvem a saúde na cidade necessitam de medidas emergenciais.

O documento foi entregue ao Ministério Público depois que a suspensão de consultas de oito planos de saúde foi anunciada pela categoria, no dia 1º deste mês. Ao todo, calcula-se que 300 mil pacientes tenham sido atingidos.

Membro da Comissão Permanente de Defesa dos Direitos do Consumidor, Banha afirmou que seria uma ofensa aos munícipes a omissão do Legislativo santista diante de uma questão como esta. “Não podemos ficar de braços cruzados diante desta queda de braço. O consumidor não tem qualquer relação ou responsabilidade na briga entre o médico e a seguradora”.

Além da Ana Costa Saúde, pacientes das seguradoras Bluemed, Caixa de Pecúlios e Pensões de Santos, Fundação São Francisco Xavier, Intermédica, Santa Casa de Santos e Transmontano sofreram com a parcial suspensão do atendimento.

Na ocasião, o presidente da Associação dos Médicos de Santos, Álvaro Norberto Valentim da Silva, disse que médicos seguiriam atendendo as operadoras Benê Saúde, Unimed Santos e Caixa de Pecúlios dos Servidores de Cubatão, mas que também poderiam ser suspensos caso não haja resposta aos pedidos das categorias.

Além do aumento do repasse por atendimento, de R$ 30,00 para R$ 80,00, os médicos querem reposição dos honorários, defasagem em 10 anos, e a criação de uma lista de médicos proporcional ao número de clientes das operadoras.

Fonte: Câmara Municipal de Santos

O RODÍZIO DE INTERRUPÇÃO DO ATENDIMENTO ELETIVO POR ESPECIALIDADES NA BAIXADA SANTISTA CONTINUA

07/10/11

Médicos e planos de saúde seguem negociando

A Comissão Estadual de Mobilização Médica para a Saúde Suplementar reuniu-se no dia 3 de outubro, na sede da Associação Paulista de Medicina, para fazer um balanço do movimento por honorários dignos e o fim das interferências dos planos de saúde sobre a autonomia profissional.

O rodízio de interrupção do atendimento eletivo por especialidades continua: Angiologia e Cirurgia Vascular (04 e 05), Acupuntura (13 e 14), Endocrinologia e Metabologia (19 e 20) e Cirurgia de Cabeça e Pescoço (25 e 26). Novas especialidades devem aderir a partir de novembro. Urgências e emergências estão mantidas. A Anestesiologia e a Anatomia Patológica acompanham as especialidades cirúrgicas nas paralisações.

As negociações continuam. O critério adotado, desde 21 de setembro, é incluir empresas que ainda não tenham atingido o patamar de R$ 50 para a consulta. São elas: Ameplan, Golden Cross, Green Line, Intermédica, Notre Dame, Prosaúde, Blue Life, Dix Amico, Medial, Geap e Volkswagen.

Outro grupo de empresas, procuradas posteriormente, tem até o dia 8 de outubro para responder à Comissão: Allianz, Cabesp, Crusam, Fundação Leonor de Barros Camargo, Itálica, LES Brasil, Metrópole, Omint, Santa Helena Saúde, Santamália, São Cristóvão, Seisa, Sepaco, Serma, Trasmontano, Unimed Seguros e Universal.

Fonte: Sindimed Santos
Edição: Ridete Pozzetti, da FireFish Agência Web

PARALISAÇÃO ESCALONADA NO ATENDIMENTO A CONSULTAS E CIRURGIAS ELETIVAS NA BAIXADA SANTISTA

25/09/11

Esclarecimento à população

Os médicos da Baixada Santista iniciaram a paralisação escalonada no atendimento a consultas e cirurgias eletivas, desde o dia 1º de setembro para os seguintes planos de saúde:
Planos regionais - Santa Casa de Santos, Capep Santos, Ana Costa Saúde, Intermédica, Transmontano, Fundação São Francisco Xavier e Bluemed.
Estaduais - Ameplan, Blue Life, Dix Amico, Geap, Golden Cross, Green Line, Intermédica, Medial, Notre Dame, Prosaúde, Volkswagen. 
Casos de urgência e emergência estão tendo atendimento normal.

A razão para inclusão desses planos é que eles não responderam às cartas enviadas pelas entidades médicas ou não chegaram ao patamar mínimo de negociação. Esta decisão segue em consonância com o movimento realizado em todo o Estado de São Paulo. Os anestesistas também participarão do protesto.

O movimento preza pela qualidade no atendimento aos usuários de planos de saúde que, na última década, pagaram altos valores de reajustes de suas mensalidades; mas nada foi repassado aos médicos, causando descredenciamento de muitos profissionais insatisfeitos. Entendemos que paciente e médico têm direito à qualidade de vida: o médico no exercício de sua função e o paciente no bom atendimento.

Reiteramos o nosso compromisso com a sociedade e cremos no entendimento e apoio de todos para uma saúde mais digna.

Cronograma de paralisação

01 a 03 de setembro - Ginecologia e Obstetrícia
08 a 10 de setembro - Otorrinolaringologia
14 a 16 de setembro - Pediatria
16 a 19 de setembro - Cardiologia
19 e 20 de setembro - Ortopedia e traumatologia
21 a 23 de setembro - Pneumologia e tisiologia
28 a 30 de setembro - Cirurgia Plástica

Comissão Regional dos Médicos da Baixada Santista

Fonte: Sindimed Santos
Edição: Ridete Pozzetti, da FireFish Agência Web

MÉDICOS FICAM 24 HORAS SEM FAZER CONSULTAS E CIRURGIAS DE CONVENIADOS

24/09/11

Foi a segunda vez que os médicos chegaram a recusar o paciente

Seis meses após a primeira paralisação, os médicos voltaram, ontem, a suspender o atendimento aos beneficiários de planos de saúde por quase todo o Brasil, afetando, de acordo com estimativas, entre 25 milhões e 35 milhões de usuários, o equivalente a 76% do total de clientes em todo o país.

Foi a segunda vez que os médicos chegaram a esse ponto extremo: recusar o paciente. Em São Paulo, o pediatra Marun David Cury diz que o valor pago pelas operadoras torna muito difícil oferecer um atendimento de qualidade.

“Existem convênios hoje pagando por volta de R$ 20 a R$ 25 a consulta, e nós estamos lutando para que isso acabe. É impossível e inviável, tanto que se fecharam consultórios em São Paulo e no interior principalmente. Médicos estão deixando de trabalhar nos seus consultórios para trabalhar de empregados nessas empresas de saúde”, argumentou o pediatra.

As entidades de classe que encabeçam o movimento reivindicam que cada médico receba, no mínimo, R$ 50 por consulta; a partir de dezembro, R$ 60; e R$ 80 no primeiro trimestre do ano que vem. As entidades reivindicam também aumente o valor pago por exames e cirurgias.

“A defasagem que ocorre há mais de dez anos de honorários médicos em relação aos planos de saúde dos médicos é muito significativa. Tanto que já existe uma desassistência muito marcante. Já não se encontram consultas em várias especialidades, dificuldades de execução de procedimentos cirúrgicos ou diagnóstico. Isso precisa ser revisto”, afirmou Jorge Curi, presidente da Associação Paulista de Medicina.

A Federação Nacional de Saúde Suplementar, que representa os quinze maiores grupos privados de saúde do país, enviou uma nota. Disse que, ainda este ano, vai adotar um novo índice de remuneração dos médicos que prestam serviços aos planos de saúde afiliados.

A União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde, que representa 140 operadoras, informou que este ano já foram feitas reuniões com as instituições filiadas para discutir a o pagamento dos profissionais.

Fonte: G1 – Bom Dia Brasil
Edição: Ridete Pozzetti, da FireFish Agência Web

No Pará, médicos fizeram enterro simbólico e deram cartão vermelho para os planos de saúde

23/09/11

Fonte: AscomSindmepa e Portal ORM

PARALISAÇÃO DOS MÉDICOS DE OPERADORAS CHEGA A 100 MIL

22/09/11

Greve dá continuidade ao movimento iniciado em abril contra as operadoras e tem adesão de cerca de 70% dos profissionais do setor, diz AMB

Mais de 100 mil médicos aderiram à paralisação de hoje (21) que suspendeu atendimento em parte dos planos de saúde do país, equivalente a 70% dos profissionais do setor. A estimativa é do diretor de Saúde Pública e futuro presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Florentino Cardoso.

Organizada pela AMB, Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), a paralisação dá continuidade ao movimento iniciado em abril contra as operadoras, quando a categoria interrompeu o atendimento aos usuários de todos os planos para cobrar reajuste dos honorários médicos.

O protesto surpreendeu clientes que tinham consultas agendadas. De acordo com as entidades, os usuários que não foram atendidos, podem marcar as consultas novamente. O atendimento de urgência e emergência continuou durante a paralisação, segundo a categoria.

Os médicos deixaram de atender em 23 estados e no Distrito Federal. Em nove deles, a suspensão atingiu os usuários de todas as operadoras. Amazonas, Roraima e o Rio Grande do Norte ficaram de fora do protesto por causa da negociação mais avançada com as operadoras. Na Bahia, a paralisação vai continuar por seis dias.

Na paralisação que durou o dia todo, os médicos suspenderam o atendimento aos planos que não entraram em acordo com a categoria nos últimos meses. Cada estado selecionou os alvos do boicote. As entidades médicas alegam que as mensalidades dos planos aumentaram cerca de 150%, enquanto o reajuste da remuneração médica foi 50%. Os médicos pedem que o valor pago pela consulta passe dos atuais R$ 40 para, no mínimo, R$ 60.

Para Cardoso, a paralisação mostrou à população “como as operadoras tratam os médicos”. As comissões estaduais vão se reunir nos próximos dias para avaliar a repercussão da paralisação.

As entidades querem que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) regule o reajuste dos honorários pagos pelos planos aos médicos credenciados e consideram que a agência reguladora tem sido omissa com a questão.

Em nota, a ANS informou que não é da sua responsabilidade definir o percentual de aumento da remuneração dos médicos conveniados aos planos e nega ineficiência ou omissão. A agência disse considerar legítima a mobilização da categoria, desde que não prejudique os usuários.

Fonte:  Saúde Web

 

HOJE É O DIA DA PARALISAÇÃO NACIONAL

21/09/11

Hoje os médicos da Baixada Santista estarão paralisando o atendimento aos seguintes planos de saúde:

  • Santa Casa de Santos
  • Capep Santos
  • Ana Costa Saúde,
  • Intermédica
  • Transmontano
  • Fundação São Francisco Xavier
  • Bluemed
  • Ameplan
  • Assefaz
  • Cetesb
  • Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET)
  • Green Line
  • Mediservice
  • Notredame
  • Porto Seguro
  • Prosaude
  • Vale
  • Volkswagen

AMS - CRM - SINDIMED


Paralisação

12/09/11

Gostaríamos de saber dos colegas que participou da Paralisação de 7 de abril, se estará conosco na 2ª etapa do Movimento, que consiste em nova paralisação daqueles convênios que à nivel nacional, estadual ou regional não aceitaram o diálogo ou que pagam valores irrisórios e vis pelo nosso trabalho. Se tivesse havido correção neste últimos 13 anos, não estaríamos recebendo os valores atuais também defasados em relação à CBHPM.

As Sociedades de Especialidades são fundamentais nessa luta e todas estão engajadas conosco.

AMS

 

Informações Adicionais