Socorro para o SUS
26/10/2011
Médicos de todo o país reclamam da baixa remuneração e das condições de trabalho
Em todo o Brasil, dia 25 de outubro, os médicos vinculados ao SUS fizeram uma paralisação de 24 horas, em manifestação de advertência. Apenas os atendimentos de emergência e urgência foram mantidos. A paralisação, que não foi generalizada - em alguns Estados, não houve interrupção -, provocou protestos da população, sobretudo daquelas pessoas que tinham consulta e exames marcados com antecedência, os quais foram remarcados para novembro e dezembro.
O movimento é coordenado por várias entidades nacionais e estaduais de médicos, proclamando defender o SUS. Segundo elas, a remuneração insatisfatória dos profissionais e as más condições de trabalho contribuem para o mau desempenho do sistema.
Os médicos do serviço público ganham pouco mais de R$ 1.900 em média para uma jornada de 20 horas semanais. Segundo a Federação Nacional dos Médicos, o piso salarial da categoria deveria ser de R$ 9.000. Quase 60% dos usuários do SUS reclamam da falta de médicos.
Estes reclamam também das condições de trabalho. Os tratamentos são prejudicados pela falta de leitos, UTI, exames e cirurgias. O SUS vem perdendo leitos. Em 20 Estados, a média de leitos de UTI por 10 mil habitantes fica abaixo da média nacional, que é 1,3.







