Médicos devem comparar honorários

23/01/2012

 

A Comissão Estadual de Mobilização Médica para a Saúde Suplementar esclarece que os profissionais de medicina devem comparar os valores pagos pelos planos de saúde com aqueles propostos pelas empresas em negociação ocorrida no ano passado.

Caso haja divergências, os médicos podem cobrar as operadoras e denunciar a situação à Associação Paulista de Medicina (APM): Departamento de Defesa Profissional – 0800-17-3313 / (11) 3188-4207 / O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. . Confira aqui perguntas e respostas relacionadas.

Este foi o principal tema da reunião realizada no dia 16 de janeiro, na APM, entre a Comissão e representantes das Sociedades de Especialidade e Regionais. Outro ponto debatido foi a construção de um indicador para reajuste dos honorários médicos, mesclando diversos índices econômicos.

Também foram reafirmadas as diretrizes da Comissão Nacional de Saúde Suplementar – COMSU (leia mais)  para o movimento nacional, que deve ter uma reunião ampliada em São Paulo, no dia 2 de março, quando será definido o cronograma de mobilização junto aos planos de saúde.

"A ANS [Agência Nacional de Saúde Suplementar] sinaliza entender que os pacientes estão sendo prejudicados porque muitos médicos deixam de realizar cirurgias e outros procedimentos em razão dos honorários indignos”, relata Florisval Meinão, presidente da APM. "Dessa forma, a hierarquização e o reajuste dos procedimentos serão foco de importantes ações este ano”, adianta.

O diretor de Economia Médica da APM, Tomás P. Smith-Howard, reforçou que as Sociedades de Especialidade e as Regionais devem multiplicar as informações sobre o movimento médico, no intuito de que o maior número possível de profissionais se engaje. Jorge Carlos Machado Curi, 1º vice-presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), também enfatizou a necessidade de se manter a coesão.

Participaram do encontro, ainda, Renato Azevedo Junior e João Ladislau Rosa, do Cremesp; Cid Carvalhaes, da Fenam e do Sindicato dos Médicos de São Paulo; Marun David Cury, diretor de Defesa Profissional da APM; José Roberto Baratella, da Academia de Medicina de São Paulo; Danilo Bernik, do Sindhosp; e Silvio Cecchetto, da Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas.

As propostas elencadas serão debatidas na próxima reunião, agendada para 13 de fevereiro.

Saiba mais sobre os valores propostos pelas empresas até agora.

Texto: Camila Kaseker

Fotos: Osmar Bustos
Fonte: APM

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