Estados continuarão unidos por melhorias na saúde suplementar

17/01/2012

O movimento médico por remuneração justa e fim das interferências dos planos de saúde sobre a autonomia do médico continuará forte este ano. Durante reunião da Comissão Nacional de Saúde Suplementar (COMSU) ocorrida em Brasília, no dia 12 de janeiro, foi definido pelas três entidades médicas nacionais – Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Federação Nacional dos Médicos (Fenam) – que o cronograma de ações será o mesmo para todos os Estados e o Distrito Federal, tendo em vista que tal estratégia alcançou resultados positivos em 2011.

 

Está marcada para 2 de março, em São Paulo, reunião ampliada com a participação de todas as Sociedades de Especialidade, Federadas da AMB, Regionais da Associação Paulista de Medicina (APM), Conselhos de Medicina, Delegacias e Sindicatos dos Médicos no intuito de definir a pauta de reivindicações da classe para 2012, assim como as datas de alertas, protestos e negociações, a partir de abril.

 

De acordo com Florisval Meinão, presidente da APM, a pauta sinalizada pela COMSU consiste na recuperação dos honorários, principalmente em relação aos procedimentos; e melhoria dos contratos, estabelecendo periodicidade e índice de reajuste, assim como critério de credenciamento e descredenciamento do profissional, glosas e respostas às glosas, com o objetivo de preservar a autonomia do médico.

 

Ele lembra que, a partir de denúncias da Associação Paulista de Medicina sobre contratos irregulares, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) iniciou trabalho de intermediação entre as lideranças médicas e algumas operadoras de saúde, no fim do ano passado. "Estamos otimistas em relação ao reconhecimento das entidades médicas como legítimas representantes dos profissionais nas negociações com as empresas. A expectativa é de que este novo ano seja muito produtivo nessa área”, destaca.

A indicação do médico pernambucano André Longo para compor a diretoria da ANS é outra boa notícia. "Por ser oriundo do movimento médico e ter grande conhecimento de todas essas questões da saúde suplementar, esperamos que ele possa contribuir decisivamente para que a Agência tenha mais agilidade em suas ações”, afirma Meinão.

 

Por fim, o presidente da APM ressalta que é fundamental a participação contundente dos médicos, lideranças e representantes de entidades, para mais avanços no que diz respeito à valorização do trabalho médico na área privada. "A união e disposição de trabalhar que têm prevalecido na COMSU devem contagiar a todos, pois não são pequenos os desafios.”

Texto: Camila Kaseker
Fonte: APM

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